Objetos de memória afetiva: Organizar? Guardar? Doar?

Objetos de memória afetiva. O que fazer com aqueles objetos que nos trazem recordações, mas andam esquecidos e empoeirados como, por exemplo, roupas de bebê, prataria? Enfim, objetos cuja função é nos lembrar de alguém ou de um momento especial.

Há pouco tempo, organizei toda a minha casa. Eu estava começando a carreira de Organizer, e queria fazer isso antes de trabalhar na casa dos clientes.

Tudo correu bem, até eu esbarrar nos objetos de memória afetiva. Desenhos, roupinhas, enfeites, medalhas…você conhece bem essa lista. A experiência de passear as mãos sobre aquele objetos me fez viajar no tempo. Coitadinhos. Alguns estavam relegados à caixas que eu nunca abria, e outros espalhados pela casa. As roupas tinham manchas amarelas, marcas do abandono, e cheiravam a mofo. Em cada canto da casa, à medida que a organização ia avançando, eu encontrava novos itens dessa categoria.

Então me perguntei: O que esses objetos significam para mim? Por quê estavam esquecidos? Esta é a forma correta de guardar coisas de tanta importância emocional? Afinal, quais dessas coisas tão queridas eu realmente quero guardar?

Momento de decisão

Depois de muito lutar com o coração, decidi ficar apenas com o que ainda me emocionava. Objetos que seriam guardados de forma digna e ficariam à mão. Separei uma roupinha do meu filho e uma de cada uma de minhas duas filhas, da época em que eles ainda cabiam no meu colo; um álbum de figurinhas do meu marido; algumas medalha de natação do meu caçula; cartas de família, desenhos, cartões postais e marcadores de livro que tinham dedicatórias. Ou seja, fiz uma escolha bem consciente daquilo que valia a pena ocupar espaço na minha casa. Cada objeto que ainda me emocionava.

Organização de objeto de memória afetiva

No último fim de semana, quando eu estava ajudando minha irmã a organizar seu armário de rouparia, encontramos uma colcha de crochê, que minha avó tinha feito pra mim, na minha adolescência. o Fato é que, quando me mudei para fora do Brasil, minha irmã ficou guardiã de grande parte das minhas coisas e a colcha era uma delas. Eu nem me lembrava mais! Ela estava bem maltratada, com muitos fios soltos e buracos. De imediato eu sabia que aquela peça de recordação tinha que voltar a morar comigo. Mas o que fazer com ela? Decidi cortar um pedaço e fazer um quadro para o meu escritório. Assim ela ficará pertinho de mim, enquanto trabalho.

E você? Como guarda seus objetos de recordação afetiva? Eles também estão embolorados e escondidos? Estão abandonados em algum lugar dentro da sua casa? Se esse for o caso, que tal trazê-los para mais perto de suas mãos e olhos?

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Dadá Ribeiro

Sou Dadá Ribeiro. Ajudo mulheres a transformar o caos do dia a dia em uma rotina leve e produtiva.

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